
Fim de Semana bastante favorável à ADFA, para além de ganharmos beneficiamos do empate do fozcoa e a derrota do Aguiar da Beira... Domingo mais uma etapa, desta vez em casa com a Ass D. Manteigas...

José Bosingwa é como o vento. Acelera e abranda o jogo do F. C. Porto, avança e recua no flanco direito. É o perfil do lateral moderno, ídolo feito no Dragão, o sonho mais recente do Manchester United. Traços do jogador nascido a 24 de Agosto de 1982, em Mbandaka, no Zaire, actual República Democrata do Congo. Um menino que tinha jeito para ser basquetebolista.
Um menino que conhece o calor de África, onde a família construiu a base próspera do sustento. O pai é português, a mãe congolesa, um cruzamento de sangue que molda uma personalidade divertida. Chegou a Portugal há pouco mais de dez anos para escapar à onda de pilhagens que ameaçava o bem-estar social. Refugiou-se no frio de Seia, a terra da família paterna. António Silva, o irmão, jogava no Oliveira do Hospital, e era a porta da segurança aberta.
"Como tu temos muitos"
Mas o futebol foi um mero acaso da vida. "No desporto escolar, distinguia-se a jogar basquetebol e nas corridas de velocidade, já era muito rápido", recorda Vítor Pinto, o homem que detectou o talento futebolístico de Bosingwa, o que os outros desperdiçaram - um dia, foi treinar à experiência ao Oliveira do Hospital e foi dispensado. "Disseram-lhe 'como tu, temos aqui muitos", conta o primo Armando, jogador do Gouveia. Por isso, passou a jogar futebol, na rua, com os amigos.
Avançado perdulário
Um dia, Vítor Pinto, do Fornos de Algodres, precisava de jogadores para a equipa de iniciados e deixou-se seduzir pela habilidade do pequeno Bosingwa. "Antes de um jogo, raparei num grupo de jovens que brincava no pavilhão e o Zé distinguia-se com a bola". Começou por ser avançado, mas "falhava muitos golos", como recorda Nélson Almeida, um dos primeiros treinadores. "Era capaz de fintar o guarda-redes, mas depois não sabia o que fazer à bola".
Por isso,fixou-se no meio campo, onde "ninguém passava por ele", mas jogava com a mítica camisola dez. "Era um miúdo tímido, os colegas pregavam-lhe partidas. Escondiam-lhe a roupa e ele chorava". O talento moldou-se, a fama chegou ao Benfica, ao Sporting e ao Boavista. Mas os axadrezados levaram a melhor, por 500 euros e alguns pares de botas - hoje, o F. C. Porto não o vende por menos de 30 milhões de euros
Muito observador
Integrou os juvenis com a época em curso, mas não podia jogar porque não estava inscrito. "Depois, começou a temporada como titular, a médio centro, porque tinha uma inteligência táctica invulgar para um miúdo de 14 anos. Era sempre o primeiro a chegar aos treinos e muito observador", recorda Joaquim Libório, o primeiro técnico de Bosingwa no Bessa.
Jogou quatro anos nos escalões de formação, as portas das selecções abriram-se e a chegada a sénior era uma realidade. Brilhou no Torneio de Toulon, em 2000, e foi emprestado ao Freamunde, da Liga de Honra. Esteve lá uma época, depois regressou ao Boavista campeão nacional e Jaime Pacheco adaptou-o a lateral direito. "Pela velocidade, tinha condições para ser um bom lateral, mas fui muito criticado, porque diziam que podia acabar com a carreira dele. Hoje, é um dos melhores laterais do Mundo!", recorda o treinador do Boavista, que tinha uma estratégia montada "Queria protegê-lo. Primeiro, coloquei-o a extremo para se adaptar à ala, se ele errasse nunca colocaria a equipa em causa e teria mais tranquilidade. Depois recuou no terreno".
A partir daí, ganhou o lugar na defesa, mas a afirmação efectiva foi duvidosa, "por questões emocionais e psicológicas", como sublinha Pacheco. "Por isso, disse que tanto podia jogar no Real Madrid como nos distritais". Porém, o destino não foi cruel. Em 2003/04, foi para o F. C. Porto por 1,5 milhões de euros, onde se sagrou campeão europeu - era suplente. Mourinho via-o como trinco e só voltou a ser lateral com Adriaanse - a partir daí, ganhou a titularidade. E hoje é um dos rostos da selecção portuguesa.
in Jornal de Noticias
Jogou-se mais jornada do distrital, para nós mais um passo que tinha que ser dado na nossa caminhada para a consagração final!
A Desportiva recebeu a Meda e só pelo peso e nome que estas duas equipas têm no nosso campeonato, adivinhava-se um jogo difícil para ambas as partes.
O jogo começou com a Desportiva a tomar conta do jogo, tendo chegado com perigo a área por duas vezes, mas foi a Meda a chegar ao golo na única vez que chegou a nossa baliza, numa perda de bola a entrada da nossa área. E Foi a isto que se resumiu a equipa da Meda na primeira parte.
Com golo contra a corrente do jogo, a Desportiva tinha que correr atrás do resultado, tendo criado algumas situações de perigo, mas o resultado a manter-se até ao final da primeira parte.
Os ânimos aquecerem muito por causa da decisões da equipa de arbitragem, em concreto pelo fiscal de linha, com os jogadores da Meda a serem constantes nos protestos. No nosso entender, com um jogador, como o ponta de lança da Meda, em que a sua maneira de jogar se caracteriza por jogar na linha do fora de jogo, o fiscal viu o seu trabalho muito dificultado.
Cada um só colhe o que semeia!
Inicia-se a segunda parte com a Desportiva a comandar o jogo.
A luta a meio campo é equilibrada, destacando-se neste período o duelo entre Roberto e Rebelo, com ambos a fazerem um jogo muito bom.
Em mais um ataque, a Desportiva, chega com naturalidade, ao golo do empate. Mais uma vez Fábio Nascimento a converter um penalty, na consequência da rasteira dentro da área que Chico Monteiro sofreu.
Quase de seguida, a Desportiva viu-se reduzida a 10 unidades, com André a ser expulso, por vermelho directo, quando até a amostragem de amarelo seria duvidosa!
Mas foi com esta inferioridade numérica que a Desportiva chega ao seu segundo golo, com Egipto a corresponder da melhor maneira a um cruzamento da direita.
Estava feita a justiça no jogo!
O desafio voltou-se a equilibrar e num ressalto, de um canto marcado a favor da Meda, João Abel a rematar para o segundo e consequente golo do empate.
Com o desenrolar do jogo foram expulso por acumulação de amarelos dois jogadores da Meda, muito por causa das constantes palavras de protesto dirigidas ao árbitro.
Mesmo ao “cair do pano”, Bruno Costa sofre falta na entrada da grande área e Fábio Nascimento (quem mais!!!) a ser irrepreensível na marcação do livre directo, não dando hipótese a Carlitos.
Acaba o jogo com a vitória difícil mas justa, da Desportiva.
Num jogo que foi ganho essencialmente no meio canto, gostaríamos de realçar as atitudes batalhadoras de Roberto, Lote e Chico Monteiro!
FOMOS GRANDES! OS MELHORES! GIGANTES!
Jogaram: Inácio, Fábio Matos, Zezito, Bruno Lopes, Fábio Nascimento, Lote, Roberto, Chico Monteiro, Egipto, Bruno Filipe, André, Bruno Costa, João Monteiro e Cardoso.
Uma primeira parte com um inicio muito competitivo.
Espelhando claramente a competitividade que se reflecte na tabela classificativa, equilíbrio é o termo que melhor pode definir a primeira parte do jogo.
Nos últimos minutos da primeira parte, Cardoso cruza da direita, para Chico Monteiro que acerta em cheio na barra.
Apesar de não ter havido golos, foi um bom espectáculo de futebol com o duelo entre Paulo Gomes e Cardoso a trazer alguma emoção.
Começa melhor a desportiva, ao corresponder a um cruzamento do lado direito, com o cabeceamento a passar ao lado.
Fábio nascimento a marcar um livre, junto a linha de fundo, e Egipto a cabecear ao poste, mas o fiscal a assinalar fora de jogo.
Bruno Filipe é rasteirado dentro da grande área e a consequente penalidade a ser assinalada.
Fábio Nascimento chamado a converter a grande penalidade e inaugura o marcador, isolando-se na liderança de melhor marcador da Desportiva, estavam decorridos 10, minutos da segunda parte.
Num livre, marcado por João Pedro, Inácio obrigado a socar para a frente e o homem do Gouveia a marcar o golo, estava resposta a igualdade.
Aos 20 minutos da segunda parte, entra Bruno Costa e André, para os lugares de Bruno Filipe e Cardoso.
Numa altura em que o jogo estava partido, no seguimento de mais uma jogada de ataque, Bruno Costa a responder da melhor maneira a uma bola, saída dos pés de Chico Monteiro, estavam decorridos 30 minutos, da segunda parte.
Lance perigoso, resultante de um livre estudado, com Bruno Costa a rematar para um boa defesa do guarda-redes do Gouveia.
O equilibro de volta ao jogo, com o Gouveia a tentar chegar a área da Desportiva, mas o marcador a não sofrer alterações.
Vitória da Desportiva por 2 a 1, um resultado sofrido mas justo.
Inácio, Fábio Nascimento, Zézito, Bruno Lopes, Fábio Matos, Lote, Xico Monteiro, João Monteiro, Roberto, Egipto, Cardoso, André, Bruno Filipe, Bruno Costa
Viva a ADFA!
